18/07/2026
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Correios suspendem plano e buscam R$ 7 bi

Os Correios suspenderam parcialmente o plano de reestruturação da empresa neste mês. A estatal interrompeu o fechamento de agências, a retirada de uma gratificação de R$ 500 para funcionários que atendem ao público e a adoção de um sistema de mapeamento de recursos para entregas. A decisão ocorreu após a ameaça de greve dos servidores.

A suspensão acontece enquanto a direção da empresa, comandada por Emmanoel Rondon, busca um novo empréstimo de R$ 7 bilhões para reverter os resultados negativos. A estatal fechou 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões. No primeiro trimestre de 2026, o déficit foi de R$ 3,1 bilhões.

Em nota, os Correios afirmaram que a suspensão é temporária e permitirá que as entidades dos trabalhadores apontem possíveis distorções na aplicação das medidas. A empresa disse que outras iniciativas do plano de reestruturação, como a venda de imóveis e a contenção de despesas, continuam em andamento.

A suspensão foi proposta em carta a sindicalistas, em resposta ao movimento grevista. Os representantes dos trabalhadores indicaram que iniciariam uma paralisação na terça-feira passada. Após o aceno da direção, recuaram e mantiveram apenas o estado de greve.

O documento, assinado pelo presidente e pelos diretores de Gestão de Pessoas e de Operações, propõe a suspensão do fechamento de unidades até 31 de julho de 2026. Ficam de fora as unidades já fechadas ou em processo avançado de fechamento. Nesse período, novos fechamentos serão avaliados com “análise técnica, institucional e social”.

Também foi suspenso o sistema de dimensionamento de distribuição e a retirada do Adicional de Atendimento em Guichê e Quebra de Caixa. A direção se comprometeu a reavaliar os benefícios já encerrados.

Das 1.000 unidades que a empresa pretendia fechar, com economia prevista de R$ 2,1 bilhões, 256 já tiveram suas atividades encerradas. O novo programa de demissão voluntária (PDV) será voltado exclusivamente para essas unidades, que têm 7 mil funcionários.

Na primeira iniciativa de desligamento voluntário deste ano, apenas 3.075 funcionários aderiram, abaixo da meta de 10 mil. A economia foi de R$ 700 milhões, contra o objetivo de R$ 1,4 bilhão. Agora, a meta é desligar entre 2 mil e 3 mil pessoas. O plano de reestruturação foi apresentado no ano passado como condição para o Tesouro Nacional autorizar um empréstimo de R$ 12 bilhões.

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Sobre o autor: Sofia Almeioda

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