12/08/2026
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Mãe sonha em levar capoeira inclusiva a mais crianças

Mãe sonha em levar capoeira inclusiva a mais crianças

A influenciadora Gisele Mendonza, de 39 anos, mãe de Carlinhos, um menino que nasceu prematuro com apenas cinco meses de gestação, encontrou nas aulas de capoeira um espaço de acolhimento para o filho. Ela é mãe de uma criança que enfrenta deficiência visual, perda total da visão de um olho, baixa visão no outro, microcefalia e atraso global no desenvolvimento.

Gisele está à frente do projeto “Carlinhos e as Super Mães Atípicas” e quer que outras famílias tenham acesso à Capoeira Inclusiva. As aulas são conduzidas pelo professor, neuropsicopedagogo e capoeirista Josimar Araújo, de 49 anos, conhecido como Professor Vermelho.

“Se um dia me perguntassem qual foi um dos momentos mais felizes da minha vida como mãe, eu diria que foi ver o meu filho entrar em uma roda de capoeira e ser recebido com carinho, respeito e alegria. Depois de tantos desafios, tantas lágrimas e tantas incertezas, ver o Carlinhos sendo simplesmente uma criança… brincando, aprendendo e sorrindo, não tem preço”, afirma Gisele.

Para ela, a capoeira inclusiva não muda só a vida das crianças, mas também o coração de cada mãe. “Hoje eu não vejo apenas inclusão. Eu vejo amor em movimento”, resume.

Metodologia do professor

Segundo Josimar, a Capoeira Inclusiva não é uma adaptação da modalidade tradicional. Ela parte da essência da própria capoeira para acolher cada pessoa dentro de suas possibilidades. “A capoeira já é inclusiva por natureza. Ela permite que cada um participe da sua maneira, seja pelo movimento, pela música, pelo ritmo, pelo toque, pela interação ou pelo afeto. O nosso trabalho é descobrir a potencialidade de cada pessoa e, a partir dela, criar caminhos para que ela avance”, explica.

Há quase três décadas trabalhando com pessoas com deficiência, o professor desenvolveu uma metodologia própria que une conhecimentos da capoeira, neuropsicopedagogia, psicomotricidade e educação inclusiva. Antes de ensinar qualquer movimento, ele procura criar vínculo. “Quando a pessoa se sente respeitada, acolhida e segura, ela começa a mostrar quem realmente é. A partir daí, ela desenvolve autonomia, confiança e participação.”

Durante as aulas, Carlinhos canta, sorri, participa da roda, experimenta movimentos e interage com o professor. O objetivo do professor nunca foi ensinar apenas golpes ou movimentos. “Eu quero que a criança participe. Não faço por ela. Caminho junto. Se ela pode levantar um braço, nós celebramos. Se consegue cantar uma palavra, nós comemoramos. O resultado mais bonito é quando ela percebe que é capaz”, conta.

A avó de Carlinhos, a influenciadora Vera Lúcia Mendonza Veiga, acompanha as aulas de perto. “É uma felicidade imensa ver o sorriso dele, o encantamento e o aprendizado dele a cada aula. O projeto é lindo. Espero que mais crianças tenham acesso”, diz.

Gisele acredita que iniciativas como essa fazem diferença para o desenvolvimento das crianças e para as famílias. “Meu sonho é que outras mães possam viver esse sentimento que eu vivi. Que mais crianças encontrem um lugar onde sejam acolhidas exatamente como são.”

Para conhecer o projeto “Carlinhos e as Super Mães Atípicas”, apoiar a iniciativa ou apadrinhar uma criança, o contato pode ser feito com Gisele Mendonza pelo WhatsApp (67) 99248-9925. Informações sobre o dia a dia do projeto e ações voltadas às mães atípicas são divulgadas nos perfis @mendonzagisele e @vera.e_gii no Instagram. A Capoeira Inclusiva pode ser acompanhada no perfil @professor_vermelho.

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Sobre o autor: Sofia Almeioda

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