29/07/2026
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Advogada emociona mãe ao garantir tratamento de criança na Justiça

Advogada emociona mãe ao garantir tratamento de criança na Justiça

A advogada Maria Simões emocionou-se ao comunicar à mãe de uma criança de 5 anos que a Justiça havia garantido o tratamento da menina. O plano de saúde da paciente foi cancelado sem aviso prévio, e ela ficou 20 dias sem acesso aos cuidados necessários. O vídeo do momento da ligação já acumula mais de 39 mil visualizações nas redes sociais.

A criança depende de cuidados contínuos, incluindo fisioterapia. Maria explicou que a menina tem muitas necessidades físicas. Em dois dias, entre a chegada do caso, a análise de documentos e a elaboração do pedido, a advogada entrou com uma ação solicitando tutela de urgência. Esse mecanismo permite uma decisão antecipada diante de risco imediato.

Após tentar contato direto com o juiz e detalhar a situação à equipe do fórum, Maria voltou ao escritório sem muita expectativa. Ao abrir o sistema do processo, ela se surpreendeu. “Quando eu voltei, passou um pouquinho, eu abri o processo e dei um grito: ‘Meu Deus do céu! Saiu! A gente conseguiu’. Aí todo mundo perguntou: ‘Conseguiu o quê?’”, relembrou.

A decisão saiu na tarde de segunda-feira (6). Pouco mais de uma hora depois, já estava sendo encaminhada ao plano de saúde. No dia seguinte, o atendimento da criança foi restabelecido. “Foi uma situação que ela não esperava. Eu, trabalhando com isso todo dia, tenho esperança, mas sei que nem sempre funciona. E por ter funcionado, ter dado certo, a gente ficou muito emocionada. Quando eu vejo o vídeo, ainda choro”, disse Maria.

Maria atua principalmente com casos previdenciários e de saúde, áreas em que o direito costuma chegar junto a histórias de vulnerabilidade. “Por sempre trabalhar com o INSS, a gente acaba tendo um olhar mais diferenciado, porque são pessoas vulneráveis por questões de saúde ou sociais. Foi um feliz acaso esse caso chegar até mim, porque eu sempre gostei muito dessa área”, afirmou.

A escolha pela advocacia veio quase por acaso, aos 17 anos. Antes, Maria cogitou seguir na área da saúde ou na docência. Ela decidiu entre cursar química em universidade pública ou ingressar no curso de Direito com financiamento estudantil. Após passar por sete estágios, especialmente no Juizado Federal, encontrou sentido na profissão. “Eu não escolhi, mas escolheram pra mim”, resumiu.

A vivência familiar também influenciou sua trajetória. A avó de Maria, vítima de AVC, enfrentou dificuldades para acessar direitos e foi prejudicada por atendimento inadequado. Desde então, o trabalho passou a ser uma forma de reparação. Casos como o de uma idosa que conseguiu isenção de dívida de IPTU ou de beneficiários do INSS que garantiram renda mínima reforçam a dimensão prática da profissão. “A gente realmente vê como o nosso trabalho muda a vida das pessoas”, afirmou.

Entre os muitos processos, um tem significado único para Maria: o pedido de aposentadoria da própria mãe. Professora há mais de três décadas, Alessandra construiu a vida em sala de aula. Maria reuniu documentos, organizou o processo e, no dia do aniversário da mãe, deu a notícia. “Foi a melhor aposentadoria que eu já pedi”, contou.

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Sobre o autor: Sofia Almeioda

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