24/06/2026
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Campo Grande: alta de gripe em idosos foge à tendência nacional

Campo Grande está entre as capitais brasileiras com aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre idosos, de acordo com o novo boletim InfoGripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A cidade aparece ao lado de Maceió (AL) e Palmas (TO) como exceção no cenário nacional, já que na maior parte do país o crescimento das internações ocorre principalmente entre crianças menores de 2 anos.

O boletim também aponta Mato Grosso do Sul entre os estados com avanço de casos associados ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e à influenza A. A análise considera a semana epidemiológica 17, entre os dias 20 e 26 de abril.

Segundo a Fiocruz, o aumento de SRAG no Brasil acompanha o período de maior circulação de vírus respiratórios. O crescimento dos casos de influenza A é observado em estados das regiões Centro-Sul, Norte e Nordeste, enquanto o VSR segue em alta na maior parte do país, especialmente entre crianças pequenas.

Os pesquisadores do InfoGripe destacam que a influenza A tem atingido principalmente jovens, adultos e idosos. Já o VSR permanece como principal causa de hospitalizações por SRAG em crianças de até 2 anos.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, 39,2% dos casos positivos para vírus respiratórios foram causados por influenza A. O VSR respondeu por 29,1%, seguido pelo rinovírus, com 20,7%, e pela Covid-19, com 3,9%.

Entre os óbitos com resultado laboratorial positivo para vírus respiratórios, a influenza A concentrou 74,5% dos registros no período analisado.

O boletim mostra ainda que o Brasil contabilizou 45.228 casos de SRAG em 2026. Desse total, 42,7% tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. Entre os diagnósticos positivos, 26,7% foram de influenza A e 24,3% de VSR.

A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, reforçou a importância da vacinação contra a gripe, principalmente entre idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades. Segundo ela, a imunização reduz o risco de agravamento e mortes causadas pela doença.

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Sobre o autor: Sofia Almeioda

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