10/07/2026
Top Sul Noticias»Insights»Crítica de Thor de Ebert errou sobre personagem

Crítica de Thor de Ebert errou sobre personagem

O crítico de cinema Roger Ebert, conhecido por suas opiniões fortes, fez uma avaliação do filme “Thor” de 2011 que, com o tempo, se mostrou equivocada em relação a um personagem específico. Em sua análise, Ebert deu ao longa-metragem da Marvel apenas 1,5 estrela de 4 possíveis.

Na crítica, Ebert descreveu o roteiro e os personagens, incluindo o próprio Thor (Chris Hemsworth), como superficiais. No entanto, foi ao comentar sobre Loki, interpretado por Tom Hiddleston, que sua análise se distanciou do que o público viria a pensar. Ebert escreveu que o personagem era “tristemente carente de carisma” e criticou a reviravolta previsível do meio-irmão vilão. “Ele poderia muito bem estar usando um crachá: ‘Olá! Não se pode confiar em mim!'”, ironizou o crítico, perguntando se alguém se lembraria de Loki seis minutos após o filme terminar.

A história mostrou que a resposta para essa pergunta era sim. O Loki de Hiddleston se tornou um dos personagens mais amados do Universo Cinematográfico Marvel (UCM). Diferente de muitos vilões de filmes de super-herói que morrem ou desaparecem, Loki ganhou destaque constante. O papel transformou Hiddleston em um símbolo sexual e, em 2021, o personagem ganhou sua própria série de televisão.

A construção do personagem

O filme “Thor” apresentou Loki como um vilão simpático, uma mudança em relação aos quadrinhos da Marvel, onde ele é historicamente um trapaceiro que sente apenas desprezo pelo irmão. No cinema, o personagem foi transformado em alguém melancólico. O Loki de Hiddleston ama sua família, especialmente seu pai Odin (Anthony Hopkins), e deseja o trono de Asgard não por poder, mas por sentir que foi preterido em favor do irmão mais velho a vida toda.

A trama se aprofunda quando ele descobre que não é um asgardiano de verdade, mas sim um gigante de gelo de Jotunheim, abandonado para morrer e criado por Odin. Para Loki, o suposto favoritismo de Odin por Thor ganha um novo significado com essa revelação. Mesmo assim, ele não trai a família de imediato: tenta destruir Jotunheim para provar a Odin que é um verdadeiro asgardiano e um príncipe digno. Em comparação com a jornada mais simples de Thor em aprender humildade, a queda trágica de Loki se mostrou mais cativante.

Em 2012, com “Os Vingadores”, Loki assumiu seu lado de supervilão e Hiddleston provou que conseguia interpretar tanto a frieza quanto a megalomania. O público gostou ainda mais dessa versão do personagem, a ponto de a sequência de 2013, “Thor: O Mundo Sombrio”, ter sido reeditada para dar mais tempo de tela a Loki. A crítica de Ebert para “Os Vingadores” não menciona Hiddleston ou Loki fora do resumo da trama, não deixando claro se a atuação o impressionou mais na segunda vez. Independentemente disso, o exército de fãs de Loki continua forte 15 anos depois.

Avatar photo

Sobre o autor: Sofia Almeioda

Ver todos os posts →