25/06/2026
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Empresas avançam na reforma tributária, mas desafios persistem

Os quatro primeiros meses de adaptação à reforma tributária mostram que as empresas passaram da fase de apenas monitorar regras para focar em uma atuação mais prática. Mas ainda há desafios. Nem todos os contribuintes estão conseguindo cumprir as exigências de destaque de informação dos novos tributos nas notas fiscais, e alguns municípios estão atrasados na disponibilização dos documentos no novo formato.

Em conversa com o blog, Luciano Idésio, vice-presidente Latam para o segmento corporativo da Thomson Reuters, e Edinilson Apolinário, diretor de tributos e conteúdo e líder de reforma tributária da Thomson Reuters, falam sobre a adaptação das empresas e sobre os desafios da reforma tributária.

Luciano Idésio afirmou que janeiro e fevereiro foram meses de adaptação dos clientes aos novos documentos eletrônicos. Segundo ele, a empresa conseguiu passar pela fase de adaptação com proximidade com as empresas para entender os principais desafios, principalmente nos layouts dos documentos municipais, a NFS-e. O primeiro módulo entregue foi o de conciliação, com a contabilização prevista para maio.

Edinilson Apolinário disse que o “esquadrão da reforma”, montado no final do ano, ajudou as empresas a navegarem bem no início do ano. Ele destacou que as empresas foram bem na parte de documentos fiscais de mercadorias, conhecimento de transporte e NFC de varejo, por serem documentos mais maduros. Sobre os municípios, Apolinário afirmou que muitos não definiram se vão para o modelo nacional ou se adotarão o local, e que muitos deixaram a versão antiga e a nova funcionando, o que evitou travamento de emissão.

Idésio explicou que a empresa trabalha para conectar a jornada tributária. O motor de cálculo busca determinar o tributo, que depois vai para os documentos fiscais eletrônicos. A reforma criou a necessidade de um módulo de conciliação, que trabalha no nível do documento fiscal para permitir a auditoria do próprio documento, evitando erros e facilitando o trabalho do gestor fiscal.

Edinilson Apolinário destacou que tudo acontece agora em tempo real. Não basta receber uma pré-apuração, é preciso criticá-la. Para isso, o profissional precisa olhar as transações no ERP e nos sistemas internos para saber se vai aceitar ou não a informação que o fisco traz. Esse processo precisa ser feito diariamente.

Sobre o sistema federal da CBS e o sistema separado do IBS, Edinilson afirmou que o piloto da Receita Federal começou em julho do ano passado, e o contexto de apuração assistida é calcado na visão da CBS. No caso do IBS, o piloto começou em janeiro. A expectativa é que não haja diferença estrutural, e a empresa preparou a solução para receber as informações de sistemas diferentes, com a mesma tela para o profissional.

Idésio comentou que a empresa trabalha com soluções para grandes empresas e propôs para alguns clientes com dificuldades na cadeia de fornecimento uma solução para replicar a solução, viabilizando isso economicamente.

Edinilson Apolinário afirmou que as empresas já estão em outro patamar. O primeiro ponto é a mudança de chave, saindo do pensamento de monitorar regra para uma atuação mais prática, operacional, ligada a sistemas e processos. Quem já se preparou está olhando para soluções fiscais para navegar no novo modelo de apuração em tempo real. O segundo ponto é um olhar estratégico, avaliando impacto em pricing e contratos, que já precisam ser renovados com o novo modelo.

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Sobre o autor: Sofia Almeioda

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