A diretora espanhola Isabel Coixet, conhecida por filmes como Elisa y Marcela, revelou em uma entrevista ao programa Collapse, da 3Cat, a pior experiência de sua carreira ao dirigir um ator. A cineasta afirmou que jamais trabalharia com ele novamente, não por arrogância ou egoísmo, mas “porque ele é um viciado”.
Coixet conversou com o apresentador Jordi González e detalhou os problemas enfrentados durante as filmagens de um projeto que ela não quis identificar. Segundo a diretora, o resultado final foi “provavelmente seu pior filme”. Ela descreveu a dificuldade de trabalhar com um ator que não estava presente mentalmente no set: “É muito difícil trabalhar com um ator que tem outro ator na frente dele, e você tem a câmera ali e vê que eles estão em outro mundo.”
A diretora contou que tentou de tudo para reverter a situação. “Tentei com todas as minhas forças. Toda a equipe o ajudou, mas houve um momento em que simplesmente não funcionou. Tivemos que cortar muita coisa e, com certeza, é o meu pior filme.” Ela admitiu que não sabia do vício do ator antes de contratá-lo. “É horrível. Tivemos que interromper as filmagens para que eu pudesse fazer uma desintoxicação de duas semanas. Uma desintoxicação intensiva. Eu ficava me perguntando: ‘Por que ninguém me disse isso antes?’ É verdade que eu não tinha me dado conta.”
Coixet optou por não revelar o nome do ator nem o título do filme. A filmografia da diretora inclui nomes de destaque, o que alimenta especulações sobre quem seria o profissional problemático. A declaração foi dada por ocasião do lançamento de sua coprodução italiana Três Despedidas, que acaba de estrear.
