24/06/2026
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Mãe de menino de 5 anos atropelado por carreta: “Mal alcançava a pia”

“Mal alcançava a pia do banheiro”, disse a mãe de Riquelme Asaphe Gonçalves do Nascimento, de 5 anos, atropelado por uma carreta na noite de terça-feira (12) em Campo Grande. O acidente ocorreu na Rua Castorina Rodrigues da Luz, no Bairro Jardim das Meninas, enquanto a criança brincava com outras.

Ao Campo Grande News, Even Yndiane Gonçalves Escobar afirmou estar abalada com a perda do filho. O menino morava com o pai e o irmão mais novo, mas ela o via com frequência. “É uma dor que não desejo a ninguém. Ele sempre pedia para vir na minha casa e que queria morar comigo”, afirmou.

Even contestou a versão de que Riquelme tentou se pendurar na carreta. “Como uma criança de 5 anos vai se pendurar em um caminhão daquele tamanho?”, declarou. Ela disse ainda que as pessoas questionam a família sobre a criança estar na rua, mas ressaltou que ele não estava sozinho. “Era um dia comum depois da aula. Ele brincava com os amiguinhos. Meu filho mais novo e o priminho também estavam lá. Podia ser qualquer criança”, finalizou.

O acidente

Segundo o boletim de ocorrência registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), testemunhas afirmaram que várias crianças correram em direção à carreta para tentar “pegar rabeira”, prática comum na região. O menino teria tentado se segurar no caminhão durante a conversão da Rua Jacuaruna para a Rua Castorina Rodrigues da Luz.

Uma vizinha de 58 anos disse à polícia que viu a criança correndo antes da queda. Outro menino de 8 anos, que também brincava no local, confirmou que a vítima tentou se agarrar à carreta. Conforme o registro, a criança perdeu o equilíbrio, caiu e foi atingida pela roda traseira direita do veículo.

O motorista afirmou que seguia em baixa velocidade e não percebeu a aproximação das crianças, pois elas estavam escondidas perto do mato na esquina. Ele disse que mora na região há mais de 30 anos e que crianças costumam correr atrás da carreta quando ele chega em casa. Segundo ele, já havia alertado responsáveis sobre o risco.

Moradores disseram que o caminhoneiro é conhecido no bairro e costuma passar devagar pelo cruzamento. Imagens enviadas ao Direto das Ruas mostram movimento de viaturas e moradores após o acidente. Equipes da Polícia Científica, Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros estiveram no local. O médico da URSA (Unidade de Resgate e Serviço Avançado) constatou a morte antes da chegada ao hospital.

A família fez uma vaquinha para o sepultamento e conseguiu o valor total na manhã de quarta-feira (13). A avó da criança foi ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) para liberação do corpo.

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Sobre o autor: Sofia Almeioda

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