Monique Bertollini, conhecida por sua participação no programa João Kléber Show, está recomeçando a carreira do zero na música eletrônica. A ex-musa das pegadinhas agora atua como DJ e produtora musical, com o lançamento de sua primeira faixa autoral, “Magnetic”. A música foi lançada na última sexta-feira (10) pela gravadora Klaphouse Records.
O interesse de Monique pela música eletrônica começou aos 18 anos, quando passou a frequentar festivais e clubs em diversos países. Eventos como Tomorrowland, Ultra Music Festival e Universo Paralello ajudaram a formar sua visão sobre o gênero. Foi durante essas experiências que ela decidiu trocar o papel de espectadora pelo de quem comanda a pista.
A artista optou por um caminho de preparação antes de se apresentar ao público. Ela concluiu sua formação como DJ e produtora musical pela AIMEC e passou anos se dedicando ao aperfeiçoamento técnico. A decisão de lançar um trabalho autoral veio apenas quando sentiu que havia construído uma identidade artística própria, sem se basear apenas em sua imagem pública.
Monique afirma que a experiência na televisão a ajudou a desenvolver a capacidade de ler o público, habilidade que considera essencial para um DJ. Ela destaca que um DJ não apenas toca músicas, mas conduz emoções, e que saber observar a reação da pista e entender o momento certo de construir tensão ou surpreender faz diferença na performance.
Antes do lançamento de “Magnetic”, Monique já havia realizado apresentações internacionais, incluindo uma temporada na Tailândia, além de shows em diferentes casas no Brasil. A faixa tem influências do Tech House contemporâneo, com grooves marcantes e linhas de baixo envolventes. O lançamento faz parte de um projeto internacional voltado à valorização de mulheres na música eletrônica, com foco em Ibiza.
Monique afirma que não quer provar que uma influenciadora pode ser DJ, mas sim mostrar que dedicação, estudo e paixão podem abrir espaço em qualquer mercado. Ela espera que, no futuro, seu nome seja lembrado primeiro pela música e pela energia de seus sets, e não pela fama anterior.
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A cena da música eletrônica no Brasil tem visto um aumento no número de artistas que migram de outras áreas do entretenimento. DJs e produtores que antes atuavam na televisão, no rádio ou em outras mídias têm buscado espaço no mercado musical. Esse movimento tem gerado debates sobre a credibilidade artística e a importância da técnica e da identidade musical para conquistar o respeito do público e dos profissionais do setor.
