25/05/2026
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Adolescente de 14 anos morre e suspeita é de infarto fulminante

Um adolescente de 14 anos foi encontrado morto na manhã deste domingo (24), no Bairro Nova Lima, em Campo Grande. A suspeita inicial da Polícia Militar é de que ele tenha sofrido um infarto fulminante dentro de casa.

De acordo com a PM, o garoto estava gripado e havia tomado ibuprofeno na noite anterior. Familiares relataram aos policiais um histórico de problemas cardíacos do lado materno. A mãe do adolescente teria sofrido o primeiro infarto aos 22 anos e, aos 37, já havia passado por outros dois episódios.

A movimentação de equipes de socorro chamou a atenção dos moradores da região. Uma vizinha, que preferiu não se identificar, disse que o adolescente reclamava de dores antes de morrer. “Parece que ele estava com dores nas costas e no peito. Duas ambulâncias vieram, mas ele não resistiu”, afirmou.

A família, abalada, preferiu não dar entrevista. A irmã do menino disse apenas que ele havia completado 14 anos em março e foi encontrado sem reação dentro da residência. Moradores relataram que o adolescente estava em Campo Grande há pouco tempo. “O rapaz era novo, veio passar um tempo com a mãe. Pelo que falaram, ele não é daqui”, comentou outra vizinha.

Segundo a Polícia Militar, o caso será registrado como morte decorrente de fato atípico. A causa da morte ainda depende de confirmação oficial.

Dados sobre infarto em jovens

Embora o infarto seja mais comum entre idosos, dados do DATASUS, compilados em um estudo publicado em 2025 pela revista científica Research, Society and Development, mostram que o Brasil registrou 49 mortes por infarto agudo do miocárdio entre crianças e adolescentes de 10 a 14 anos entre 2019 e 2023.

O levantamento, baseado em informações do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), aponta que a maioria das mortes ocorreu entre pessoas com 80 anos ou mais, faixa etária que concentrou 128.644 registros no período. Entre adolescentes de 15 a 19 anos, foram contabilizados 467 óbitos.

Segundo os pesquisadores, fatores genéticos e histórico familiar de doenças cardiovasculares podem aumentar o risco de complicações cardíacas precoces, mesmo em pacientes jovens.

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Sobre o autor: Sofia Almeioda

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