25/06/2026
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Agropecuária propõe desmate de 5,9 mil hectares no Pantanal

Uma agropecuária apresentou ao Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) um RIMA (Relatório de Impacto Ambiental) para desmatar 5,9 mil hectares do Pantanal. O objetivo é implantar pastagem para a criação de gado de corte. A área equivale a 8 mil campos de futebol padrão Fifa.

O estudo foi entregue neste ano e antecede qualquer autorização. Ele é necessário caso o plano seja licenciado pelo órgão ambiental. A área fica em Corumbá, na Fazenda Santana, de propriedade da Agropecuária Guaxuma, de Iguatemi.

Segundo o RIMA, a principal atividade da propriedade é a criação extensiva de bovinos. A supressão da vegetação é necessária para “atender à demanda alimentar do rebanho”. O documento afirma que a ação é “tecnicamente viável e ambientalmente admissível”, desde que siga as medidas mitigadoras propostas.

O relatório defende que a pecuária de corte é estratégica para a economia do estado. A não ampliação da área de pasto, segundo o estudo, reduziria oportunidades de emprego e renda, além da arrecadação tributária. O texto também diz que é possível produzir sistemas mais intensivos, eficientes e sustentáveis.

Foram feitos levantamentos da fauna terrestre, aquática e aérea, além de estudos de solo, hidrografia e geologia. Com base nisso, foi feita uma análise de impactos ambientais e possíveis compensações. O próprio estudo avalia que as vantagens são apenas no aspecto socioeconômico, sendo o impacto ambiental negativo.

Entre as ações propostas para evitar erosões e assoreamento está a realização do desmate em períodos de seca. O motivo é que o período chuvoso é de reprodução de boa parte da fauna. Também está previsto um Programa de Controle de Processos Erosivos.

Pesquisas da reportagem em publicações oficiais não identificaram a emissão de nenhuma licença para a supressão até o momento.

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Sobre o autor: Sofia Almeioda

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