25/06/2026
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Humanidade falhou? Reflexão sobre o rumo da sociedade

Em artigo publicado no Campo Grande News em 22 de maio de 2026, a psicóloga Cristiane Lang reflete sobre o estado atual da humanidade. A pergunta que dá título ao texto, “Onde viemos parar?”, é apresentada como um lamento que ecoa ao longo da história, quando o progresso não é acompanhado de humanidade.

A autora afirma que a sociedade celebrou a tecnologia e os algoritmos, mas confundiu desenvolvimento com sabedoria. Segundo ela, as pessoas criaram máquinas que aprendem, mas desaprenderam a ouvir, e se conectaram com o mundo inteiro, mas se isolaram umas das outras. Lang questiona em que momento o “ter” passou a valer mais do que o “ser”.

Para a psicóloga, a cada notícia a sensação é de fracasso como espécie. Ela observa que violências que antes chocavam agora competem por espaço na rotina e que as tragédias se acumulam como números frios. O absurdo teria se tornado paisagem e a indiferença, um mecanismo de defesa.

Lang argumenta que a informação não tornou as pessoas mais conscientes e que a educação não as tornou mais justas. Ela vê opiniões transformadas em armas e diferenças convertidas em trincheiras. A humanidade, segundo ela, escolheu a divisão, o grito e a vitória em vez do diálogo e da compreensão.

A autora descreve uma pressa que empurra as pessoas para frente sem saber o destino. Ela critica o trabalho até a exaustão para sustentar um padrão que não satisfaz e o consumo para preencher vazios que não se resolvem com objetos. No fim do dia, restaria a pergunta: “Isso é tudo?”.

Para Lang, a sensação de que “deu errado” nasce da distância entre o que se poderia ser e o que se está sendo. Ela lembra que a mesma mão que constrói é a que fere e que a mesma mente que cria pontes ergue muros. A autora afirma que, ultimamente, a sociedade tem escolhido mais os muros.

A psicóloga defende que não falta inteligência, mas consciência, e que não faltam recursos, mas prioridade. Ela cita o planeta dando sinais de exaustão, as relações sendo tratadas como descartáveis e as pessoas recebendo julgamento em vez de escuta. Para ela, a humanidade não errou por incapacidade, mas por escolha repetida.

Lang conclui que não há um vilão distante para culpar. As falhas estariam nas omissões, nos silêncios convenientes e nas pequenas crueldades normalizadas de cada um. Apesar disso, ela vê a sensação de colapso como um chamado e o desconforto como um sinal de que algo poderia ser diferente.

A autora encerra afirmando que a humanidade parou no ponto em que não pode mais fingir que não sabe. Para ela, reconhecer o erro é o primeiro gesto de maturidade, e talvez a humanidade esteja apenas atravessando a fase dolorosa de admitir suas falhas para aprender a ser o que sempre teve potencial para ser.

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Sobre o autor: Sofia Almeioda

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