15/06/2026
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Justiça de MS analisa bloqueio de bens da Naskar após crise

A Justiça de Mato Grosso do Sul analisa pedidos para bloquear bens da fintech Naskar após a crise da empresa. Processos pedem rescisão contratual, restituição de dinheiro, desconsideração da personalidade jurídica e medidas urgentes para bloqueio de bens.

As ações são movidas contra Naskar Instituição de Pagamento Ltda./Naskar Gestão de Ativos Ltda., 7Trust Finance Instituição de Pagamento S.A., Celcoin Instituição de Pagamento S.A. e sócios ligados à operação. Entre os pedidos estão bloqueio de ativos financeiros via Sisbajud, restrição de veículos pelo Renajud, arresto de bens e retenção de passaportes dos corréus.

Em uma das ações, uma aposentada de Campo Grande afirma ter feito aporte inicial de R$ 100 mil e mantinha aproximadamente R$ 107 mil sob custódia da empresa. Em outra, uma investidora relata ter aplicado R$ 100 mil em junho de 2025 e possuir cerca de R$ 38,5 mil bloqueados na plataforma.

As autoras afirmam que contrataram a operação por meio de contrato de mútuo financeiro, com promessa de rendimento de 2% ao mês. Os valores eram acompanhados pelo aplicativo da Naskar. A partir de maio, as clientes tentaram resgatar o dinheiro e foram informadas de que os ativos estavam bloqueados.

As ações apontam que, no dia 8 de maio, o aplicativo oficial foi retirado do ar. As petições classificam a situação como retenção ilícita de valores e obstrução de provas. A fintech interrompeu operações e deixou clientes sem explicações.

Em um dos processos, a Justiça de 1º grau negou a tutela de urgência. A defesa recorreu ao TJMS. No recurso, a autora pede efeito suspensivo para garantir bloqueio de valores antes do julgamento definitivo.

O advogado Luiz Afonso da Costa afirma que outras pessoas têm procurado orientação jurídica. Ele aconselha os clientes a registrar boletim de ocorrência e preservar provas. Segundo ele, o perfil das vítimas é variado.

Luiz sustenta que a empresa operava sem registros na CVM e no Banco Central. Nas ações, os advogados pedem medidas urgentes sob o argumento de que há risco de dissipação de patrimônio. A crise já levou quatro pessoas a registrar boletins de ocorrência em Campo Grande.

As ações ainda estão em andamento e os pedidos dependem de análise da Justiça.

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Sobre o autor: Sofia Almeioda

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