O militar do Exército Victor Vicentin Rocha, de 22 anos, deixou a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino preso na manhã deste sábado (20), em Campo Grande. Ele foi detido quatro horas após o acidente que matou a vigilante Miriam Rosa Matos, de 44 anos.
De acordo com a reportagem, o militar não realizou o teste do bafômetro porque estava hospitalizado. A situação não foi registrada como recusa ao exame. Diante do que os policiais observaram, foi lavrado um termo de constatação de embriaguez. Esse documento é previsto para os casos em que não é possível fazer o teste.
Horas antes do acidente, o condutor publicou um vídeo nas redes sociais. Ele aparece dentro do veículo segurando uma garrafa da mesma bebida. A suspeita de consumo de álcool é um dos principais pontos investigados pela Polícia Civil. Dentro da caminhonete Chevrolet S10 conduzida pelo militar foram encontradas uma garrafa de conhaque e latas de cerveja.
O jovem estava internado desde a colisão, registrada por volta das 6h25, no cruzamento das ruas Maracaju e Padre João Crippa. Depois de receber atendimento médico, ele foi levado sob escolta policial para os procedimentos na delegacia.
As investigações indicam que o militar teria se envolvido em outro acidente antes da colisão fatal. Segundo a Polícia Civil, ele deixou o local da primeira batida e seguiu em alta velocidade pela Rua Maracaju, onde atingiu a motociclista.
O acidente
Miriam conduzia uma Yamaha Factor quando foi atingida pela caminhonete. Com a força do impacto, ela foi arremessada por cerca de 50 metros e morreu no local. Depois de atingir a motocicleta, a S10 perdeu o controle, bateu contra uma árvore e parou na rampa de acesso de uma clínica particular.
A Polícia Civil aguarda os laudos periciais e analisa imagens de câmeras de segurança. O objetivo é esclarecer a dinâmica do acidente e confirmar a velocidade do veículo no momento da colisão.
