23/06/2026
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Pacientes transformam internação em torcida pelo hexa no HU

Pacientes transformam internação em torcida pelo hexa no HU

Pacientes internados no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), em Campo Grande, acompanharam a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 neste sábado (13). A equipe de enfermagem montou um espaço decorado com balões verdes e amarelos e bandeiras do Brasil em uma sala multiuso da Clínica Médica.

O primeiro gol de Marrocos não diminuiu a expectativa dos pacientes. Enquanto alguns assistiam à partida reunidos no local, outros acompanhavam o jogo dos quartos pelo celular.

Entre os torcedores estava o estudante Marlon Pietro de Almeida Rodrigues, de 15 anos. Internado desde segunda-feira (8) para tratamento de anemia falciforme, ele pediu à mãe que levasse uma televisão ao hospital. “Minha mãe trouxe hoje de manhã porque eu queria acompanhar o jogo. Estou confiante em um 3 a 2 para o Brasil”, disse o adolescente, que assistia à partida ao lado da tia, do irmão e do primo. Corintiano, Marlon contou que costuma jogar bola com familiares e amigos no Bairro Paulo Coelho. Entre seus ídolos estão Neymar, Vinícius Júnior e Endrick.

A iniciativa partiu da equipe de enfermagem. O técnico de enfermagem Alexandre Wagner Leão Coimbra, de 23 anos, explicou que a decoração começou a ser preparada na sexta-feira (12) e foi concluída neste sábado. “A ideia é proporcionar dias mais leves para quem está internado. Muitas vezes o paciente fica longe da família e da rotina. Criamos esse espaço para trazer um pouco de acolhimento e descontração”, afirmou. Nascido em junho de 2002, durante a campanha do pentacampeonato, ele disse: “A expectativa é grande. Já temos cinco estrelas e estamos em busca da sexta.”

O aposentado Osmar Luiz Gonçalves, de 80 anos, internado desde segunda-feira, não perdeu o otimismo após o gol marroquino. “Esse primeiro gol foi uma isca para chamar o Brasil. Acho que vai ser 3 a 1 para a Seleção. Se Deus quiser, o hexa vem”, brincou. Segundo ele, momentos como esse ajudam a enfrentar a internação. “Eles nos dão atenção e conforto. Isso ajuda a passar o tempo e torna o tratamento mais leve.”

O estudante Gabriel de Oliveira Santos, de 20 anos, internado há quase um mês para tratamento de anemia falciforme, também aprovou a iniciativa. “Foi uma brilhante ideia trazer a televisão para a gente assistir. Tira o tédio, principalmente para quem está internado há bastante tempo”, afirmou. Corintiano, Gabriel acreditava que a Seleção ainda conseguiria virar a partida. “O Brasil começou ruim, mas acho que dá para virar. Meu palpite é 2 a 1.”

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Sobre o autor: Sofia Almeioda

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