A rondoniense Fabíola Barros de Souza, de Porto Velho (RO), virou assunto nas redes sociais após publicar um vídeo com críticas bem-humoradas a Campo Grande. Entre as reclamações, ela disse que o forró local é “só de véio”, que o tereré é “sem graça” e insinuou que os campo-grandenses são egoístas. A brincadeira ultrapassou 20 mil visualizações e gerou reações divididas nos comentários, com alguns internautas xingando e pedindo para ela voltar para casa, enquanto outros concordaram com o perfil traçado por ela sobre a cidade.
Fabíola explicou que o vídeo foi feito com base nas impressões da primeira vez que visitou a Capital e que o objetivo era apenas fazer humor. Ela contou que, no início, sentiu dificuldade de adaptação. “Lá em Rondônia a gente é muito espontâneo. As pessoas chegam de fora, a gente abraça todo mundo, faz festa, faz companhia. Aqui o povo é mais na deles”, disse. Ela também reclamou da falta de forró e do horário das festas, que terminam cedo na cidade.
A crítica ao tereré também ganhou destaque. “O tereré é só erva com água gelada. Não coloca nem um suquinho, um refrigerante”, brincou. Apesar das reclamações, Fabíola afirmou que aprendeu a gostar da cidade com o tempo. Ela conheceu os amigos do marido, passou a frequentar bingos beneficentes e até aprendeu a dançar bailão com a ajuda dele. “Com muita luta, ele me ensinando, me ensinando, até que eu aprendi. Agora eu não posso ouvir um bailão que já estou me mexendo”, contou.
A rondoniense também revelou que planeja abrir uma casa de forró em Campo Grande. “Vamos ter forró todo final de semana”, disse. A ideia surgiu porque ela não encontrou na cidade o estilo de forró que estava acostumada. Ela conheceu o marido em Porto Velho, onde ele trabalhava como motorista carreteiro. Após anos vivendo na estrada, eles decidiram se estabelecer na Capital, onde ele tem casa.
Fabíola disse que, hoje, tem uma relação de carinho com a cidade e passou a mostrar a cultura local para os amigos de Rondônia. “Tudo que eu vou comer que é cultura daqui eu gosto de postar para que as pessoas de lá também vejam e conheçam como funciona aqui”, afirmou. Ela destacou que aprendeu a valorizar a cultura sul-mato-grossense e que, apesar das diferenças, decidiu ficar em Campo Grande com o marido.
