O dólar comercial fechou esta sexta-feira (26) em queda de 0,20%, cotado a R$ 5,1669, após o mercado reagir aos novos dados do mercado de trabalho brasileiro. A redução da taxa de desemprego reforçou a expectativa dos investidores sobre os próximos passos da política de juros no País. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,76% e encerrou o dia aos 173.295 pontos.
A PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) mostrou que a taxa de desocupação caiu de 5,8% para 5,6% no trimestre encerrado em maio. Em relação ao mesmo período de 2025, o índice recuou 0,6 ponto percentual, segundo dados divulgados pelo IBGE. O instituto também informou que o País contabilizou 6,1 milhões de desempregados no período, abaixo dos 6,2 milhões registrados no trimestre anterior.
Os investidores ainda acompanharam os dados da inflação. Na quinta-feira (25), o IBGE informou que o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) avançou 0,41% em junho e acumulou alta de 4,80% em 12 meses. O indicador serve de referência para as próximas decisões do Banco Central sobre a taxa básica de juros, a Selic.
No cenário externo, o mercado monitorou a divulgação do PCE (índice de preços de gastos com consumo pessoal) dos Estados Unidos. O indicador subiu 4,1% em maio, em linha com as expectativas dos analistas, e continua influenciando as decisões de política monetária do Federal Reserve.
No acumulado da semana, o dólar registra alta de 0,03%. No mês, a valorização chega a 2,47%. Em 2026, porém, a moeda norte-americana acumula queda de 5,86%. O Ibovespa soma alta de 2,95% na semana, recuo de 0,28% no mês e avanço de 7,55% no ano.
Outro tema que chama a atenção dos consumidores é o custo da energia elétrica. A conta de luz continua mais cara em julho com a bandeira amarela. O governo Federal também avalia ampliar o teto do MEI para até R$ 140 mil por ano. No mercado imobiliário, a venda de imóveis em Campo Grande movimentou R$ 1,7 bilhão em 12 meses.
