24/06/2026
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Escócia: Fiéis ou Traidores Antes da Copa?

O capitão da seleção escocesa, Andy Robertson, revelou uma forma incomum de preparação para a volta da Escócia à Copa do Mundo. O jogador organizou uma partida do jogo “Traidores” (Traitors) para o grupo durante o período de concentração nos Estados Unidos.

O jogo, que envolve descobrir quem são os “traidores” e quem são os “fiéis” no grupo, foi uma estratégia para passar o tempo. Robertson não revelou quem, entre seus companheiros, era fiel ou traidor, mas explicou o motivo da iniciativa.

“Não é fácil ficar longe da sua família, dos seus filhos. Foi algo para tentar tirar as pessoas dos quartos, dar voz aos mais quietos e também aos jogadores mais novos”, disse o jogador de 32 anos. “Foram essas as ideias por trás disso.”

Robertson afirmou que não sabe se a ideia funcionou, mas que o grupo certamente se divertiu. “É apenas sobre tentar maneiras diferentes de fazer o tempo passar rápido, porque sabíamos que essas duas semanas provavelmente se arrastariam. Você só quer que o primeiro jogo chegue”, completou.

A partida contra o Haiti, neste sábado em Boston, marca o primeiro jogo da Escócia em uma Copa do Mundo desde 1998. A união do grupo tem sido um ponto destacado na preparação para o torneio.

McTominay está liberado

A preparação da Escócia para o jogo contra o Haiti foi reforçada pela disponibilidade de Scott McTominay. O meio-campista ficou de fora do treino de quinta-feira devido a um problema estomacal, mas voltou ao campo na sexta-feira. O técnico Steve Clarke garantiu que o jogador do Napoli está em condição “perfeita”.

Clarke, no entanto, evitou colocar McTominay como um talismã da equipe. “Eu tenho 26 superestrelas aqui. Tentar colocar muito peso em cima de uma pessoa não é justo. Tudo nos últimos sete anos foi sobre o grupo, o time, todos juntos e cada um fazendo sua parte em determinados momentos”, afirmou o treinador.

“Estamos satisfeitos com as habilidades do Scott e o que ele traz para o time, mas outros 15 terão que fazer o mesmo se quisermos ter um torneio positivo”, completou Clarke.

Respeito ao adversário

O técnico Steve Clarke pediu cautela ao julgar o Haiti, time que ocupa a 83ª posição no ranking mundial. “É importante respeitar o adversário. Nós observamos o Haiti de perto nos últimos seis meses, desde que o sorteio foi feito. Respeitamos as habilidades deles em campo”, disse o treinador de 62 anos.

Clarke destacou que o time adversário melhorou desde que se classificou para a Copa. “Eles têm jogadores muito dinâmicos, especialmente os atacantes, então temos que ter cuidado”, finalizou.

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Sobre o autor: Sofia Almeioda

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