O lutador australiano Jake Matthews, da categoria meio-médio do UFC, afirmou que não se apega a eventos passados ao comentar a polêmica envolvendo sua última luta, contra Neil Magny. Matthews acreditava ter vencido o combate por finalização ainda no primeiro round, mas a luta foi reiniciada e ele acabou derrotado no terceiro assalto.
“Assim que a luta terminou, olhando para trás, não foi a melhor situação, mas não há como voltar e mudar as coisas. Não temos uma máquina do tempo, então não fico remoendo isso”, disse Matthews em entrevista antes de seu próximo combate, contra Carlston Harris, neste fim de semana em Macau.
O australiano explicou que a sensação de alívio ao pensar que havia vencido foi intensa. “A descarga de adrenalina me atingiu quando a luta foi interrompida. Michael Bisping falou sobre isso: pode levar duas semanas para se recuperar da descarga de adrenalina de uma luta.”
Matthews admitiu que, em retrospecto, gostaria de ter agido de forma diferente. “Eu deveria ter protestado e dito ‘Não!’. Mas nós treinamos para lutar quando mandam. Não estávamos pensando direito. Deveria seguir as regras: a luta é interrompida, essa é a decisão, e caberia ao Neil recorrer.”
O lutador de 32 anos afirmou que sua fé o ajudou a superar o ocorrido. “Acredito que tudo acontece por uma razão. Fiz tudo o que pude naquela luta, e foi assim que aconteceu. Confio no processo e na jornada.”
Preparação para o próximo desafio
Para o confronto deste sábado, Matthews inicialmente enfrentaria Muslim Salikhov, que tem muitos fãs na Ásia. Com a desistência do adversário, Carlston Harris foi chamado para substituí-lo. O australiano manteve a calma durante o período de incerteza.
“Se eu estava destinado a lutar neste card, teria um oponente. Se não, não haveria. Isso me dá muito menos estresse. Continuamos treinando como se tivéssemos luta, e uma semana depois apareceu um adversário”, explicou.
Matthews destacou que sua fé trouxe mais paz durante as semanas de luta. “Muitos lutadores falam sobre noites sem dormir, estresse com o resultado. Eu sei que vou dar cem por cento e o resto está nas mãos de Deus. Durmo bem, não tenho mais aquela energia nervosa do ‘e se?’.”
O australiano, que se converteu ao islamismo em 2023, disse que essa visão se aplica a todos os aspectos de sua vida. “Até uma derrota pode levar a coisas boas no futuro. Se está destinado a ser, será.”
